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26/01/2022

Série de cinco episódios mostra a dor de famílias ribeirinhas depois da tragédia de Brumadinho

Dona Dália: "A gente sente muita falta. Hoje não pode plantar mais nada lá"

A dor da pessoas que ainda hoje sofrem com os impactos do desastre-crime de Brumadinho é retratada na série “Vozes Atingidas - Relatos do Paraopeba!”, produzida pelo Nacab - Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens.

Não há como não se emocionar com os depoimentos de gente como Dona Dália, agricultora da comunidade de Casa Nova, município de Fortuna de Minas, que passou quase toda a vida às margens do Paraopeba.

As águas do rio fizeram parte da sua construção como pessoa, de tradições de sua família. Hoje, restam saudades, tristeza e desalento. “Ficou tão triste que a gente nem voltou lá mais depois da tragédia”, lamenta.

25/01/2022

Brumadinho: Três anos depois do crime da Vale, cheias aumentam sofrimento dos atingidos

Comunidades temem a contaminação com os rejeitos da mineradora

O rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, completa hoje (25) três anos. Estudos e depoimentos indicam que, desde o desastre-crime, as cheias do rio Paraopeba se intensificaram, possivelmente pela presença dos rejeitos de mineração, que permanecem no rio.

Muitas famílias e comunidades, impactadas pelo transbordamento, sofrem de maneira ampliada e contínua os danos decorrentes do desastre-crime.

Na região de Esmeraldas, foram atingidas pelas enchentes de janeiro as comunidades de Padre João, Vinháticos, Fazenda da Ponte, Vista Alegre, Riacho, São José, Cachoeirinha, Taquaras, que se encontram em estado de calamidade.

De acordo com dados do poder público e relatos de moradores das localidades, o rio alcançou elevação de 7 metros acima do nível considerado normal, ultrapassando em 1,5 a marca histórica registrada de 1997.