| Marcelo da Silva confessou o brutal assassinato de Beatriz mas a motivação não convence |
A comprovação da autoria do crime por meio de DNA e a consequente confissão do assassino em depoimento aos delegados da força tarefa que investiga o caso são um divisor de águas na conturbada investigação do crime, que até agora não foi devidamente elucidado. Há muito ceticismo sobre trechos importantes do depoimento de Marcelo, por se revelarem inconsistentes.
A motivação do crime, por exemplo, é frágil e de cara não convenceu os pais da menina Beatriz. Lucinha Mota, mãe da vítima, teve acesso ao depoimento completo e afirma não ter dúvidas de que Marcelo é o assassino, mas o motivo que ele alegou é uma peça de ficção.
Na confissão do crime o depoente contou que uma vez dentro do colégio fora beber água num dos bebedouros e ao ser visto com uma faca foi questionado por Beatriz Mota, que gritou. Para não ser descoberto Marcelo diz que resolveu "silenciá-la". Em outras palavras, matá-la (foram 42 facadas). As investigações já mostraram que no suposto local do crime não foram encontrados sinais de sangue.
"Ele está mentindo. Quando fala que reagiu porque Beatriz gritou, é mentira. Está se defendendo porque sabe que a pena pode ser aumentada se ele disser que foi ali para praticar um crime", afirma Lucinha Mota, acrescentando que, como mãe, sabe que sua filha jamais gritaria para denunciar alguém. "Ela nunca passou por nenhum momento de risco na vida dela; ela poderia ver uma pessoa armada e jamais iria perguntar a essa pessoa porque ela está armada", enfatizou.