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03/11/2013

Origens de Cabrobó: A luta dos colonizadores contra os kariri

Somente pela força das armas os colonizadores conseguiram subordinar os indígenas e, com isto, ocupar a região
Por Teca Simões
Especial para a Folha da Cidade

Cabrobó é muito importante dentro do contexto histórico de ocupação e povoamento do Sertão nordestino. Local foi considerado o “Quartel General” da chamada civilização do couro, baseada na pecuária bovina. Os Garcias D`Ávilas, família de fidalgos portugueses, senhores da Casa da Torre, sediada na Bahia, eram os donos oficiais das terras onde hoje está localizado o Município de Cabrobó. Há registro de uma fazenda de gado com esse nome, de Francisco Dias D’Ávila, datada antes de 1674.

Mas, os D’Ávilas não encontraram uma terra de ninguém, existem provas documentais desde o século XVII de que Cabrobó já era povoado pelos índios kariri (antepassados dos truká). Com a invasão desta terra pelos portugueses, e consequente extermínio e/ou aculturação desta etnia indígena, iniciou-se o desenvolvimento e expansão da pecuária pelo sertão nordestino.

A história registra as desavenças entre Francisco Dias D’Ávila, herdeiro da Casa da Torre e o padre capuchinho francês Frei Martinho de Nantes, por causa da forma cruel como o fazendeiro tratava os índios. Abusos contra os indígenas eram constantes no Sertão de Rodelas, antigo nome desta região.

Esses missionários catequizavam os índios e lutavam contra a escravização e os abusos cometidos contra eles; mas, eram, também, ocupadores, uma vez que possuíam terras, criavam gados e faziam da mão-de-obra índia fonte de produção nos aldeamentos. Na verdade, introduziram a servidão que não deixa de ser uma forma mais branda de escravidão. Apesar das divergências entre religiosos e colonos na forma de tratamento dispensada aos índios, a Igreja e o Estado Português caminharam, geralmente, juntos em todo o trajeto de conquista colonial, como atesta a escritora Idalina Pires, no seu livro Guerra dos bárbaros.


Sob o poder da família Garcia D’Ávila, a pecuária se tornou a principal atividade comercial colonial do sertão nordestino. As fazendas de sua propriedade com seus currais de gado deram origem a muitas cidades, entre elas Cabrobó. A pecuária é a principal atividade responsável pela ocupação do sertão no período colonial, mas, não é a única.  Associada a ela está os bandeirantes e sertanistas que entravam no interior do Brasil em busca de índios para serem escravizados e de metais e pedras preciosas.

As formações dessas propriedades rurais seguiam um padrão. Havia uma capela, demonstrando a influência religiosa da igreja católica, a casa sede da fazenda, que representava o poder político e os currais, açudes e plantações representando as atividades econômicas, onde um sexto de tudo que era produzido era pago como tributo a Portugal. Daí a denominação de sesmarias para essas grandes extensões de terras.

Quando lemos a história de ocupação do Sertão em geral, e, de Cabrobó em particular, temos a impressão que foi uma empreitada fácil para a dinastia portuguesa dos Dias D’Ávila e seus aliados conquistarem a região, mas não foi. Na prática, essas terras tiveram que ser conquistadas palmo a palmo devido à forte oposição dos tapúya (como eram conhecidos os povos indígenas que viviam no interior do Brasil), entre eles os kariri.  Somente pela força das armas os colonizadores conseguiram subordinar os indígenas, e, com isto, ocupar a região.

2 comentários:

  1. o povo daqui só gosta de fofoca e de polemica , uma materia dessa ninguem comenta ,o povo sem cultura !

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    1. Cabroboense5/11/13 17:42

      Se fosse uma festa com aviões do forró ai tava toda a estudantada alienada comentando e vibrando ou então se tivesse falando da festa do dia das bruxas uma cultura americana que foi comemorada pela escola de referencia josé caldas cavalcanti kkk ariano suasuna adora essa cultura americana logo numa escola de referencia? brincadeira

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