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28/10/2013

Relatório da comissão investigativa é duro e complica ainda mais a situação do vereador Jorge Cavalcante

Comissão investigativa é formada por cinco vereadores, que não descartam cassação do vereador Jorge, que tem 10 dias para se defender das acusações

O relatório preliminar da Comissão especial de vereadores que investiga o caso da "Farra das diárias" na Câmara Municipal de Cabrobó foi concluído na última sexta-feira (24) e confirma as acusações contra o vereador afastado da presidência da Casa, Jorge Cavalcante (PSD).

O material é uma verdadeira bomba de efeito imediato. Os vereadores pedem a destituição definitiva de Jorge da presidência. Ele tem 10 dia para se defender e após este período a comissão apresentará o relatório definitivo, quando serão tomadas as "medidas cabíveis", informam os vereadores membros. A julgar pelo teor do documento preliminar (está disponível na íntegra logo abaixo desta reportagem), há improbidade administrativa de Jorge Cavalcante, com evidências que levam o caso para uma provável cassação de seu mandato.

O documento final também será enviado à Justiça, o que deixa a situação do acusado mais delicada ainda. Até o presente momento o Ministério Público não tem em mãos documentos suficientes para qualquer ação, mas pelo andar da carruagem, após os 10 dias reservados à defesa, o caso das diárias e demais irregularidades deverá ter o seu desfecho.

DIÁRIAS 

O relatório prévio, assinado pelos vereadores Duda Caldas/PTB (presidente), Marcos de Neuma/PSB (relator), Paulo Gonçalves (PT), Barná Russo (PSD) e Zé Nilson Novaes (PP) é rico em detalhes. Cita casos de várias irregularidade com despesas de diárias, contratação de empresa de fachada e empréstimos consignados de funcionários, que confessaram o repasse dos valores para Jorge.

Em nove meses, foram concedidas 44 diárias para o vereador presidente, que recebeu R$ 23.350,00. "Considerando que um mês tem 22 dias úteis, ele recebeu diárias equivalentes a dois meses para realizar deslocamentos que sequer foram comprovados, não se sabendo assim da veracidade das informações e solicitações, pois os comprovantes de viagens são inexistentes" , diz o documento.